PSB confirma Vinícius Miguel como nome da terceira via em Rondônia; e Bolsonaro pode decidir se PL vai de Bagatolli ou apoia Expedito

17 de maio de 2022 Fonte:: Sérgio Pires - Rondoniadinamica

PSB CONFIRMA VINICIUS MIGUEL COMO SEU NOME PARA SER A TERCEIRA VIA NA DISPUTA AO GOVERNO

Primeiro, no Instagram do próprio candidato. Depois, na propaganda eleitoral gratuita. O PSB, comandado em Rondônia pelo deputado federal Mauro Nazif, estaria se definindo em relação ao seu nome para o Governo. Nem Daniel Pereira, que pretendia unir as esquerdas. Nem Anselmo de Jesus, já anunciado pelo PT. A via escolhida foi a do néo membro do partido, o advogado e professor Vinicius Miguel. Recém chegado ao PSB, Vinicius, para o comando partidário e para muitos dos membros da sigla, seria a melhor das opções, retirando-se do contexto de apoio, então, todas as demais possibilidades que estavam sendo aventadas.

É decisão definitiva?

Claro que não é.

A quatro meses da eleição para o Governo, nesta disputa das urnas muito diferente do que as anteriores, tudo ainda pode mudar, até a 25ª hora. Mas não há qualquer dúvida de que o PSB sonha com eleger um Governador. A estratégia de se começar a falar no nome de Mauro Nazif para o Senado, estaria dentro deste pacote de fortalecimento da sigla, embora isso também possa trazer efeitos colaterais. Um deles é que, sem Nazif, o PSB não teria uma nominata viável, ao ponto de nomes importantes da sigla estarem repensando sua participação na eleição. O ex-prefeito e ex-deputado Jesualdo Pires, campeoníssimo de votos em Ji-Paraná (sua cidade) e na região central do Estado, anunciou sua desistência da disputa, mas por questões pessoais e familiares.

Se a possibilidade de Nazif ir ao Senado e enfraquecer a nominata socialista foi também um dos motivos, ainda não se sabe. O certo é que, neste momento, Vinicius Miguel passa a ser a esperança dos socialistas de chegarem ao poder no Estado e a possibilidade de Nazif ir ao Senado é, neste momento, bastante concreta.

Neste momento, o raciocínio do PSB reúne algumas argumentações importantes, para que Vinicius seja considerado nome forte da terceira via. Além dos atributos pessoais e políticos deles (uma alternativa nova, com grande aceitação em Porto Velho e conhecido em várias regiões, como nome forte das esquerdas e de ser u fato novo no contexto na disputa ao Governo), há outras questões, abordadas pelo próprio Vinicius e pelo comando do partido socialista.

Entre elas: “a polarização entre Marcos Rocha e Marcos Rogério, com um atacando o outro”, abriria espaço para uma terceira via. Vinicius e seus apoiadores também acham que Daniel Pereira não empolgou as esquerdas e que o nome do ex-deputado Anselmo de Jesus não mobilizou sequer seus companheiros de PT.

Por fim, no pacote de argumentos para que o socialista surja como nome bastante viável, é que, na análise do comando do partido e do próprio Vinicius, o nome de Léo Moraes não empolgou o eleitorado até agora. Pelo contrário, analisam, mesmo com sua atuação parlamentar e uma década na política, segundo Vinicius, “ele continua sendo um grande desconhecido em praticamente todos os municípios, fora da Capital”. Enfim, Vinicius Miguel entrou na briga. Se permanecerá nela até outubro, só se saberá mais adiante.

PL TEM DOIS CANDIDATOS AO SENADO E ASSUNTO PODE SER DECIDIDO PELO PALÁCIO DO PLANALTO

Paz. Ao menos por enquanto. O grande encontro do PL, neste sábado, em Ji-Paraná, que reuniu grande público, serviu também para acalmar os ânimos dentro do partido em relação a uma questão crucial: seria Expedito Júnior ou seria Jaime Bagattoli o nome que o presidente regional da sigla e candidato ao governo, Marcos Rogério, apoiará para o Senado? A pergunta foi respondida até com facilidade, depois de ferver nos bastidores, com um encontro na noite de sexta-feira, horas antes do início da reunião do sábado, entre os três personagens. No resumo da ópera, ficou decidido que, ao menos por enquanto…nada está definitivamente decidido. Expedito foi o nome lançado pelo PSD e Bagattoli pelo PL. Mais à frente, as duas possibilidades serão levadas ao presidente Jair Bolsonaro, para que ele faça sua opção, já que as candidaturas ao Senado, em todo o país, pelos aliados do governo, são cruciais para os planos do Palácio do Planalto. Caso reeleito, Bolsonaro quer ter maioria no Senado, certamente para os confrontos políticos que ainda terá a enfrentar, essencialmente nas questões que envolvem os ministros do STF. Ambos os candidatos fizeram discursos de concórdia, um prometendo apoio ao outro, caso seja o escolhido final. Não se descarta também a possibilidade de que os dois disputem a eleição, embora essa opção, ao menos neste momento, não seja a da maior probabilidade. Até prova em contrário, o PL caminhará com Bagattoli e Expedito, portanto, irá pelo PSD. Mas a verdade é que esta novela ainda pode ter muitos capítulos…

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