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JARU: Núcleo Psicossocial promove discussões para conscientização sobre abuso sexual contra crianças e adolescentes

22 de maio de 2020

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal 9.970/2000, é celebrado no dia 18 de maio, quando se completam 47 anos de um crime bárbaro, que teve como vítima Araceli Crespo, estuprada e morta aos oito anos de idade. Mas a relevância das discussões sobre esse problema que desafia autoridades fez com que todo o mês fosse dedicado a programações que tenham como objetivo, a conscientização e o combate sobre esse tipo de violência. Mesmo durante a pandemia da Covid-19, servidores do Núcleo Psicossical da Comarca de Jaru buscaram alternativas para não deixar a data passar em branco.

Assistentes sociais e psicólogos, que atuam no NUPS, fizeram participações em rádios da região para alertar toda a sociedade para os riscos de abusos sexuais envolvendo crianças. Além de divulgar os canais de comunicação, que podem registrar denúncias, os profissionais também ressaltaram a importância do diálogo aberto entre pais e filhos sobre educação sexual, como forma de garantir que a criança tenha conhecimento sobre o próprio corpo e saiba identificar uma situação de perigo. “Falar sobre o corpo pode ajudar a criança a diferenciar toques de afeto de toques abusivos. Ensinar que ninguém pode tocá-la nas partes íntimas e orientá-la em como pedir ajuda, em caso de perigo. Mas é preciso responder às perguntas das crianças de acordo com a faixa etária, com honestidade e qualidade de informações”, orienta a assistente social Ana Paula Mafia Policarpo.

As entrevistas foram concedidas às rádios Massa e Nova Jaru FM pela assistente social Maria Gilzônia Mota, chefe do Nups de Jaru, além de Ana Paula e a psicóloga Cristina Tiengo. Durante o programa, as servidoras alertaram para os sinais comuns de crianças que sofrem esse tipo de violência e como prevenir os casos. “É importante dizer que pais precisam estar atentos, já que em 72% dos casos a violência acontece dentro da família e algumas mudanças de comportamento devem ser observadas”, diz Maria Gilzônia.

Apesar das restrições de circulação de pessoas, impostas pela pandemia do coronavírus, a avaliação do grupo é que as entrevistas de rádio tiveram um papel importante na divulgação das informações. “Essa data sempre é marcada por eventos como palestras em escolas e outras atividades. Mesmo sem poder realizá-los pudemos garantir que o problema tivesse visibilidade com esses debates nas rádios”, conclui Cristina Tiengo.

Assessoria de Comunicação Institucional

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