Em RO, árvore podada em formato de casa chama a atenção de quem passa pela rua

8 de julho de 2019

Árvore em formato de casa chama a atenção de quem passa pela Avenida Calama — Foto: Diêgo Holanda/G1

Advogada teve a idéia do formato durante uma viagem de férias em Campo Grande. Donos da casa chamam sempre o mesmo jardineiro para garantir a perfeição da poda.

Motoristas e pedestres que passam na Avenida Calama, no centro de Porto Velho, são atraídos a dar uma olhada para o lado esquerdo após cruzar a Avenida Jorge Teixeira. O motivo é uma árvore da espécie ficuspodada em forma de casa. Recentemente, uma foto da árvore repercutiu na redes sociais.

O casal de advogados aposentados, Francisco Marques e Elóide Jhonson, mora na casa há 45 anos e teve a ideia do formato da poda durante uma viagem de férias pra Campo Grande.

“Quando entramos na Rua dos Ferroviários, vimos essa árvore cortada em forma de casa. Aí fotografamos de frente, de lado, e quando chegamos aqui decidimos fazer aqui”, conta.

Elóide diz que contratou um jardineiro que fez o serviço poucas vezes e “sumiu”. Passado algum tempo, a árvore perdeu a forma e ela chamou um antigo conhecido que trabalha no corte de árvores. Hoje, ela diz que a planta virou uma atração na avenida.

“Esses dias, passou uma mulher e fez um selfie, sorridente. Daqui a pouco veio um casal, passou e voltou, aí se abraçaram e tiraram foto com ela de fundo. As pessoas vem pra elogiar”, diz orgulhosa.

O militar da reserva Afonso de Lima é um dos pedestres que admirou a criatividade da moradora e a habilidade do jardineiro.

“Isso chama-se arte. O cara que faz um negócio desse é um artista. Acaba sendo um ponto de atração, deixa a rua mais bonita. Vou até tirar uma foto.”, disse Lima ao passar pela calçada da casa de dona Elóide

Com nome de árvore, o responsável pela “casa verde” da Calama é o jardineiro Jonas Pinheiro. Ele trabalha com jardins e plantas medicinais há mais de 30 anos e lembra com bom humor de quando pegou o serviço após outro jardineiro ter feito as primeira podas da ficus. “Ele fazia, mas não sabia fazer”, brinca.

Pinheiro revela que se sente feliz com a repercussão do trabalho, mas que ainda não está como ele quer. “Se a árvore tiver grande, não dá de fazer, tem que ir acostumando, ir devagarinho, fazendo de três em três meses. Mas nem terminei ainda, com mais duas podas ela vai ficar perfeita”, comenta.

A profissão é passada para as outras gerações. Vários dos onze filhos de Jonas aprenderam as técnicas do pai e também trabalham “esculpindo” as copas. Entre os formatos mais pedidos, segundo ele, estão bolo casamento e espiral.

Dona Elóide acredita que a árvore na Avenida Calama é a unica da cidade nesse formato. A cada três meses, o casal do bairro Liberdade desembolsa R$ 150 para manter a “casa” na calçada.

Por: G1 RO

Comentarios
 EVENTO